segunda-feira, 31 de agosto de 2009

sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Vazio (parte II)

O Vazio...

" Olhe menina...não sei...talvez uns sapatos novos que estes deixam entrar água e o frio..."
A emoção apodera-se de mim sempre que recordo este episódio, desculpem.
Aguardava que a resposta fosse qualquer coisa como... "olhe que a minha familia se lembre de mim..", isto no minimo, ou "...ter uma casa para poder dormir..", ou ainda mais arrojada como "...ganhar a lotaria...", mas não. Escusado será dizer que no dia seguinte logo pela manhã, o maior sonho deste homem ao momento, estava concretizado. Agora vagueava de novo pelas ruas do burgo, mas com menos frio nos pés, e concerteza um pouco menos VAZIO.
Não será este um bom exemplo da soma de todos os nosssos pequenos vazios?
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A politiquice do Burgo

A cada passo que dou, encontro gente imbuída pelo espírito de encontrar novas estratégias para driblar a crise. Aliás parecem tão bons tecnicamente na execução das fintas, que facilmente substituiriam o Di Maria no ataque benfiquista (curvem-se). É desta meus amigos, garantidamente. Portugal será a partir de amanhã, um verdadeiro oásis neste verdadeiro deserto de ideias. Não pensem que afirmo isto levianamente, ou que continuo na senda das inconsequências... muito pelo contrário. Os nossos políticos passaram repentinamente de "bestas" a "bestiais", são a verdadeira nata da sociedade. Pasmem, façam lá esse favor.
À quatro anos atrás, as campanhas eleitorais faziam-se á custa da distribuição de brindes, de visitas á feirinha onde não se comprava rigorosamente nada, e ao famoso beijinho e aperto de mão. Agora de novo em período eleitoral, eis que essa classe talentosa resolveu “meter mãos á obra”. A partir de agora todos os comícios, independentemente do partido, oferecem porco assado no espeto.
Qual ovo de Colombo? Qual eureka? O que é nacional é bom!!!!
Só com esta medida, reparem bem, mata-se não um porco, mas 3 coelhos de uma pancada só! Primeiro, com a oferta do real suíno, podemos prescindir de algumas refeições durante 15 dias, fomentado assim a poupança. Em segundo lugar como a procura vai aumentar, os suinicultores vão podem finalmente aumentar a produção, e por último está posto de lado o fantasma da extinção de tão nobre animal.
Vejam como esta hábil medida pode contribuir de forma decisiva para o aumento do P.I.B. Só não lhes tiro o chapéu porque tenho medo que o sol me faça mal. É delicioso ou não?
Já agora dava jeito que na Maia tirassem os cartazes… perdão Outdoors do avô cantigas que proliferam a cada esquina, e colocassem outro com um politico a sério, só para variar.
Trabalho...ou ainda a Escravatura?

Olhando assim rapidamente para estes últimos 300 anos de história, salta á vista, as grandes conquistas feitas neste domínio. Uns lembrarão com toda a propriedade, que nada foi dado de graça, outros que imperou o bom senso, e por último os do grupo onde me incluo, os que acham que tudo não passa de pequenos amendoins distribuídos pela populaça, com a finalidade de atingir outros fins!
Esta crise que vivemos em pleno séc XXI, vem ainda reforçar mais a ideia que tinha sobre o trabalho. Centrando a análise, neste pequeno canto em que vivemos, (pois acho que seria desnecessário chamar para aqui casos mais flagrantes de novas formas de escravatura, como são a China, Paquistão, India, ou qualquer outro país do velho continente Africano) as poucas pessoas que ainda gozam do direito de não serem "Subsidio-dependentes", ficam expostas aos mais diversos tipos de chantagens. Quem já não foi "obrigado" em nome da crise a trabalhar horas infinitas sem o devido reembolso? Quantos de nós já não fomos obrigados a desempenhar outras funções para as quais não temos competência, ao abrigo do "para quem não que há muito"? Quantas mulheres escolheram a não maternidade, porque nesta altura não dá muito jeito? Quantos pais deixam horas infinitas os filhos entregues em mãos de desconhecidos, em nome do têm de ser? E em que nome fazemos nós tudo isto? Uns dizem que é em nome do progresso, da qualidade de vida, de encontrar uma saída para esta enfadonha crise. Pois bem e eu pergunto.
Bem estar de quem? Qual progresso? E onde esta a crise?
Acredito piamente que só somos escravos hoje, porque acima de todas as coisas está o misero salário com que somos ressarcidos no final de cada 30 dias de puro sacrifício. Sacrificamos a nossa família, os nossos amigos, a nossa vida, enfim a nossa qualidade de vida, em nome de qualquer coisa, que alguns "chicos espertos" nos dizem ser imperativo.
Pois bem a tudo isto eu digo, retiraram as correntes aos meus antepassados é verdade, mas trocaram os famosos metais que nos prendiam por outro bem precioso, e assim muito inteligentemente nos mantêm ESCRAVOS.
Resta então o olhar esperançado de uma criança incógnita, a vaguear algures pelo mundo, que um dia este planeta onde ela vive, lhe devolva a dignidade merecida.
Desculpem mas tinha de o dizer.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Reencontros...
