Imaginem num breve exercício de projecção, por muito surreal que este possa ser ou parecer, que depois do acto eleitoral onde legitimamos o P.S para formar governo, fosse completamente pervertido. Isto é, deixaríamos José Sócrates com o cargo de primeiro-ministro, e para os demais ministérios, seriam nomeados políticos de todas as forças da oposição. Ou seja deixaríamos o partido vencedor da eleições em minoria no Concelho de Ministros, e na Assembleia da Republica. E pior, deixaríamos que tal acontece-se com total serenidade, como se este fosse um acto da mais elementar justiça. Em boa verdade, acho que ninguém calaria a sua revolta, isto se porventura no minuto seguinte não registássemos nas ruas a própria revolta. É certo que a politica que se vai fazendo a nível nacional, ainda não atingiu tanto descaramento, mas desconfio que um dia lá chegaremos. Pelo menos a fazer fé nos verdadeiros tubos de ensaio que são as autarquias. Em Matosinhos, na histórica freguesia de Leça do Balio, o exercício proposto no inicio do texto foi efectivado, chegou a bom porto, tiveram o descaramento ou a falta de vergonha, de levar por diante o que a nível nacional, todos consideraríamos um Golpe de Estado. O P.S, venceu as eleições locais, deveria formar o executivo, aliás como é normal em todo o país, mesmo que a diferença seja 1 voto, disse bem um voto. Mas num golpe de rins da oposição, e com muita falta de coragem do actual presidente da junta, o Partido Socialista só se vê representado no executivo pelo presidente de junta, sendo os outros quatro lugares reservados ao PSD, e á lista Independente NM. O pior foi ver os partidos da oposição abandonarem a tomada de posse como verdadeiros vencedores das eleições. Faltaram foguetes e musica apropriada a anunciar a inusitada epopeia. Mas o facto mais negativo, o que me faz levar a escrever estas linhas uma semana depois, é que em Leça do Balio ninguém se revolta, está tudo bem, parecem dar-se bem com esta suspensão da democracia. Mantive-me em silêncio na perspectiva de alguém com mais responsabilidades tomar as rédeas da situação, de expressar a revolta que se impõe. Justiça seja feita, uns quanto bloguers de Matosinhos, disseram presente, ao contrário das forças políticas. Essas estão mergulhadas num silêncio ensurdecedor, e arrastam consigo a restante população. sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Suspensão da Democracia
Imaginem num breve exercício de projecção, por muito surreal que este possa ser ou parecer, que depois do acto eleitoral onde legitimamos o P.S para formar governo, fosse completamente pervertido. Isto é, deixaríamos José Sócrates com o cargo de primeiro-ministro, e para os demais ministérios, seriam nomeados políticos de todas as forças da oposição. Ou seja deixaríamos o partido vencedor da eleições em minoria no Concelho de Ministros, e na Assembleia da Republica. E pior, deixaríamos que tal acontece-se com total serenidade, como se este fosse um acto da mais elementar justiça. Em boa verdade, acho que ninguém calaria a sua revolta, isto se porventura no minuto seguinte não registássemos nas ruas a própria revolta. É certo que a politica que se vai fazendo a nível nacional, ainda não atingiu tanto descaramento, mas desconfio que um dia lá chegaremos. Pelo menos a fazer fé nos verdadeiros tubos de ensaio que são as autarquias. Em Matosinhos, na histórica freguesia de Leça do Balio, o exercício proposto no inicio do texto foi efectivado, chegou a bom porto, tiveram o descaramento ou a falta de vergonha, de levar por diante o que a nível nacional, todos consideraríamos um Golpe de Estado. O P.S, venceu as eleições locais, deveria formar o executivo, aliás como é normal em todo o país, mesmo que a diferença seja 1 voto, disse bem um voto. Mas num golpe de rins da oposição, e com muita falta de coragem do actual presidente da junta, o Partido Socialista só se vê representado no executivo pelo presidente de junta, sendo os outros quatro lugares reservados ao PSD, e á lista Independente NM. O pior foi ver os partidos da oposição abandonarem a tomada de posse como verdadeiros vencedores das eleições. Faltaram foguetes e musica apropriada a anunciar a inusitada epopeia. Mas o facto mais negativo, o que me faz levar a escrever estas linhas uma semana depois, é que em Leça do Balio ninguém se revolta, está tudo bem, parecem dar-se bem com esta suspensão da democracia. Mantive-me em silêncio na perspectiva de alguém com mais responsabilidades tomar as rédeas da situação, de expressar a revolta que se impõe. Justiça seja feita, uns quanto bloguers de Matosinhos, disseram presente, ao contrário das forças políticas. Essas estão mergulhadas num silêncio ensurdecedor, e arrastam consigo a restante população. O Duracell da tranquilidade
E dura...dura... Com ele foi assim até ao fim. Quando olhava para o Sporting, pensava que vivia num país completamente diferente, onde os treinadores e projectos estavam acima de qualquer interesse. Afinal era só uma miragem. Resistiu a todos os ataques com uma tenacidade sem precedentes, de lobbies, imprensa, e adeptos. Mesmo na hora do adeus consegue fazê-lo com muita tranquilidade. Parabéns Paulo, és um homem de coragem, ninguém conseguiria resistir tanto tempoquinta-feira, 5 de novembro de 2009
O sempre em pé!
Quina Barreiros (onde é que já ouvi isto?) promete fazer as delicias da estudantada na hora de destilar...perdão...queimar as fitas! E garanto que não tarda nada, fará as delicias de alguns telespectadores...hum...cheira-me.
Os Muros da Vergonha
Era já noite em Berlim, dia 9 do gélido mês de Novembro de 1989, e começava a ser derrubado o último símbolo da Guerra Fria. Apelidado como " O muro da vergonha", separou durante 28 anos, milhares de famílias, dividindo para além da cidade, uma nação inteira. Durante décadas, atravessar este símbolo do medo, foi para muitos o fim da linha, ou o inicio de um interminável cativeiro brindado com um menu recheado de torturas, e represálias.Sonho 02
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Toda a Verdade
Só Deus sabe o esforço que faço para não falar de futebol. São as sequelas de uma AZIA que ainda me força á ingestão involuntária de águas das pedras. Sem querer como é óbvio justificar a derrota, o GLORIOSO não ganhou porque a bola não entrou, ficam no entanto aqui as imagens que demonstram a qualidade da arbitragem em Portugal. Com ou sem fruta, lá vão eles pé levezinho e mão ligeira, sonegando a verdade desportiva. Agora percebo o ruído à volta dos processos crime.
A minha vida na sola do sapato
Sapatos sujos e gastos por aquela calçada milhares de vezes percorrida, ora acima ora abaixo, rumo definido porque a escola obriga, e o futuro pode ser mais risonho. Na mão esquerda os livros repetidamente vistos por outros olhos, na direita a minha irmã. Pois...a minha irmã. Também ela percorria aquelas malditas calçadas, autênticas montanhas mesmo que indiciassem uma descida pronunciada. Para além das mãos, os pensamentos que nos invadiam durante o percurso, religiosamente cumprido em silêncio, faziam uma espécie de casamento perfeito. Éramos cúmplices de uma caminhada sem precedentes.Ponto de rebuçado
Não é necessário lembrar os tempos conturbados que o sector da educação viveu. Eles foram publicitados vezes sem conta, tantas eram as mega e mini manifestações efectuadas quase diariamente, no sentido de parar o sistema de avaliação.terça-feira, 3 de novembro de 2009
60 Segundos
Apeteceu-me partilhar o vídeo, porque tenho a certeza que um minuto pode mudar milhares de vidas.
A Viagem
Com maior ou menor dificuldade, maior ou menor clarividência, escolhemos da melhor forma possível os caminhos a palmilhar. Claro, na hora de mudar de direcção, nos momentos em que a vida nos coloca perante alguma encruzilhada, escolhemos com absoluta normalidade, os trilhos mais bem desenhados, os que nos possibilitam ver a linha de chegada, ou simplesmente deixamos-nos guiar pelo ponto cardeal que nos leve a um clima mais ameno, mais favorável. Não é menos frequente na nossa caminhada, traçar linhas paralelas, de onde podemos espreitar os caminhos dos nossos companheiros de viagem. É uma forma natural de parameterizar a nossa própria caminhada. Gostamos de saber que não somos exclusivos, que existe alguém por aí conhecedor das mesmas paisagens, das mesmas cores e cheiros. E se porventura algum companheiro de viagem consegue com um golpe de rins, fintar o percurso tornando-o mais curto, menos agreste, logo surgem os que tentado imitar, tropeçam e caem. Não percebem ainda que por muito similares que sejam, os trilhos são todos eles únicos, como se fossem feitos à medida de cada um que os pisa. Eu sou dos que tropeçando, aprendi a levantar-me, sacudir a poeira, e seguir de novo o meu caminho procurando não voltar a repetir a finta. Vou por aí, num trilho absolutamente normal, bem desenhado, umas vezes belo nas paisagens que me mostra, outras nem por isso, bem acompanhado, e onde quase sempre encontro placas de sinalização, para poder mudar de rumo.
Erguido das cinzas
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O peso das palavras
Há palavras que nasceram destinadas a serem grandiosas. São aquele conjunto de letras que mesmo sussurradas, têm a capacidade de mudar estados de alma, fazer a diferença entre a guerra e a paz, ou mesmo entre a vida e a morte. Elas existem, todos lhe atribuem a importância necessária, e nem preciso de as enumerar para sabermos quais são. Basta um ligeiro exercício de memória e elas surgem em catadupa. Mas existem também as outras, aquelas que aparentemente nada são, ou nada representam. Simplesmente descreverem o que nos rodeia, implicam acção, ou somente classificam o que se queira. No entanto essas mesmas palavras, as que nasceram pobres, despidas de tudo, as que não são nobres, quando ditas cirurgicamente, podem adquirir um poder igual, ou maior ao das outras, as nobres. Elas adquirem um valor acrescentado, surgem por este ou aquele motivo inflacionadas, muito pela nossa capacidade de as transformar, de lhes atribuirmos a importância (in)devida. Isto vem a propósito, porque ontem alguém disse: "...olá, então? Já tinha saudades de te ver homem! Entra!" Pois são palavras tão simples, tão banais, mas que nesse preciso momento adquiriram uma importância transcendente.


