Ainda e sempre a gripe A, ou a gripe "porcina" como apelida um bloguer num post sugerido pela Otília e o qual aconselho vivamente a sua leitura. Depois de demorada leitura do artigo, ao qual o autor acusa a Dra. Rauni Kilde, a Finlandesa critica da vacina da gripe A de incapaz, fiquei ainda com mais certezas. De facto a toma da vacina não é consenssual no meio médico. Aliás uma amiga cujo o filho foi afectado pela gripe porcina, foi desaconselhada da toma do Tamiflu, muito antes de se conhecer o óbito de fetos em Portugal. Estou completamente convencido que as grávidas que perderam o fetos, desejariam nunca terem sido vacinadas, independentemente da possibilidade de perderem o bebé na mesma. Elas são de facto as mais afectadas nesta novela. Continuo completamente convencido que a pandemia instalada se deve a um vírus manipulado, mais ou menos ao jeito de fintar a crise no sector laboratorial, e com o único intuito de obter lucros fabulosos. Apesar de leigo na matéria, e de correr o sério risco de estar completamente errado, continuo a afirmar que a toma da vacina é completamente inútil. Sabemos já que a pandemia não é tão maligna como quiseram transmitir, numa magnifica campanha de marketing, e que salvo raras exepcções, ela passará ao nosso lado como uma mera constipação. Como diz o Francisco Moreira assertivamente sobre a histeria que se vive, "não compro obrigado", e eu até prova do contrário, assino por baixo.
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sábado, 21 de novembro de 2009
Tami quê?
Ainda e sempre a gripe A, ou a gripe "porcina" como apelida um bloguer num post sugerido pela Otília e o qual aconselho vivamente a sua leitura. Depois de demorada leitura do artigo, ao qual o autor acusa a Dra. Rauni Kilde, a Finlandesa critica da vacina da gripe A de incapaz, fiquei ainda com mais certezas. De facto a toma da vacina não é consenssual no meio médico. Aliás uma amiga cujo o filho foi afectado pela gripe porcina, foi desaconselhada da toma do Tamiflu, muito antes de se conhecer o óbito de fetos em Portugal. Estou completamente convencido que as grávidas que perderam o fetos, desejariam nunca terem sido vacinadas, independentemente da possibilidade de perderem o bebé na mesma. Elas são de facto as mais afectadas nesta novela. Continuo completamente convencido que a pandemia instalada se deve a um vírus manipulado, mais ou menos ao jeito de fintar a crise no sector laboratorial, e com o único intuito de obter lucros fabulosos. Apesar de leigo na matéria, e de correr o sério risco de estar completamente errado, continuo a afirmar que a toma da vacina é completamente inútil. Sabemos já que a pandemia não é tão maligna como quiseram transmitir, numa magnifica campanha de marketing, e que salvo raras exepcções, ela passará ao nosso lado como uma mera constipação. Como diz o Francisco Moreira assertivamente sobre a histeria que se vive, "não compro obrigado", e eu até prova do contrário, assino por baixo. domingo, 15 de novembro de 2009
O lago do futuro
Há pormenores deliciosos aos quais assistimos diariamente, e não lhes prestamos a devida atenção, ou importância. Um destes dias, durante um discurso proferido por um amigo, ouvi contar uma fábula da autoria de um jornalista Catalão. É uma das muitas crónicas, neste estilo literário, que um Jornal local de Barcelona publica do autor. O discurso estava muito bem preparado como sempre, mas esta história ficou na retina pela mensagem implícita, e pela sua pertinente actualidade. Sinteticamente, esta narrativa decorre num lago, cheio de vida marítima, habitado por milhares de espécies marítimas, formando assim um belo ecossistema, sem falhas aparentes, onde todos eram prósperos e felizes. No entanto, um belo dia os governantes receberam por parte do seu departamento científico, uma notícia devastadora. O lago iria secar muito em breve. Restava portanto aos seus habitantes uns míseros seis meses de vida. Sem alternativa, os governantes apressaram-se a convocar todas as espécies para as colocar a par dos acontecimentos. Na reunião foi dito que não existiam soluções viáveis para a salvação do ecossistema, a única que se perspectivava como possível, seria os peixes começarem a sair do lago, e aprender a respirar no exterior. A totalidade da população não entendeu a comunicação como um aviso sério, excepto um único peixe, o mais fraco por sinal. Este temerário habitante, começou a elaborar um plano de treino. Na primeira semana, sairia do lago durante uma hora para aprender uma nova forma de respirar, na segunda duas horas, e assim sucessivamente, até finalmente conseguir adaptar-se à vida exterior. Os restantes habitantes do lago continuaram a viver como se não existisse um epilogo. Ao fim de três meses o peixe outrora fraco, estava completamente apto a viver fora do lago e partiu, rumo ao desconhecido, sem perceber muito bem o que o esperava neste seu mundo novo. Mas nunca deixou de visitar o seu antigo lar, era assim que matava as saudades. O lago ficava visivelmente mais pequeno com o passar dos dias, e era visível a maior dificuldade dos restantes habitantes em sobreviver. O espaço era mais exíguo, havia cada vez menos alimentos, e era quase impossível respirar. Até que ao fim dos seis meses previstos, o lago finalmente secou, e com ele pereceram todos os seus habitantes. O único sobrevivente, daquele ecossistema outrora próspero era o débil peixinho, que atempadamente se preparou para as dificuldades anunciadas, e arriscou. Ora como os tempos que atravessamos continuam a ser extremamente difíceis, e a época natalícia que vamos atravessar convida a inusitados excessos, convém lembrar alguns avisos à navegação. E este em particular é de extrema importância, quer economicamente, quer aplicado a todos os aspectos da nossa vida. Só os mais bem preparados, estão aptos a passar incólumes pelas adversidades, mesmo que aparentem visíveis fragilidades. Perdoem esta minha apetência para estas psicologias baratas, mas apeteceu-me partilhar.quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Pura ilusão óptica
O que estará para além da tempestade? Haverá algum marinheiro experiente capaz de arriscar a viagem? As águas calmas parecem querer esconder as marés de turbulência que se aproximam! Sim...é o que parece! Recuamos, claro. Qualquer um procuraria águas mais calmas para acostar. Os gestos, os procedimentos definem a nossa essência, e por vezes apesar de turbulentos, eles são por si os mais nobres, e aqueles que nos proporcionam bons portos. Obrigado.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Reflexos da ambição
Sinceramente continuo a não entender porque razão continuamos a fugir da palavra ambição, como o diabo foge da cruz. O fenómeno não é de hoje, e intensifica-se, se porventura num devaneio fortuito, confessamos as nossas ambições. Talvez não seja socialmente correcto ter a ousadia de pronunciar a palavra, ela contêm um peso prejurativo associado, muito difícil de combater. Ser ambicioso por natureza é portanto sinónimo de exclusão. Convenhamos que seria inconveniente, dentro da nossa empresa confessar ao nosso superior, que gostaríamos de ocupar no futuro o seu lugar. Mas será um pecado mortal ambicionar um dia chegar mais longe profissionalmente? Não é pois não? Então porque é pecado afirmar que gostaríamos de chegar ao topo da carreira? Porque deixa de ser normal? Porque é que os nossos superiores não desconfiam, que todos os subordinados, um dia querem estar no seu lugar? Descansem os mais inquietos, eu ainda não me coloquei em "bicos de pés", mas como devem compreender eu também tenho as minhas ambições. Julgo que até os mais conformados as têm, embora façam disso o mais bem guardado dos segredos. Aliás o mundo jamais conheceria a evolução, se o homem não fosse por natureza ambicioso. Se assim não fosse ficaríamos limitados para toda a vida, a respirar, caçar para comer, e à natural procriação, ou seja nunca teríamos dado um passo fora das cavernas. Ser ou ter ambição, é um processo natural, tão comum como sonhar. Reconheço porém que existem as duas faces da moeda, porque a ambição é como o Caldo Knorr, se exageramos na dose, estragamos o cozinhado. Aquele desejo intenso que sentimos em alcançar um determinado objectivo, quando usado sem regras, sem olhar a meios, sem respeito pelo próximo, pode então nestes casos ser visto como negativo, porque o é. Aliás a palavra está até muito conotada com o campo material, onde sabemos imperar a lei da selva, caminha-se num campo minado cheio de armadilhas montadas por agiotas, na ganância de obter lucros astronómicos. Mas o desejo intenso em alcançar um objectivo, seja ele amarelo, azul, ou vermelho, não pode ser reprimido sob pena de estarmos a castrar pessoas à nascença. E muito menos devem as próprias que ambicionam, fazer uma espécie de auto-censura, castrando-se. Ao fazê-lo julgo que mais tarde ou mais cedo a factura chegará, inflacionada como sempre pelo leve passar dos anos. terça-feira, 3 de novembro de 2009
Erguido das cinzas
Chama-se "USS New York", é um navio de guerra muito especial, e muito provavelmente já todos ouviram falar dele. Não me orgulha particularmente a sua capacidade bélica, as tecnologias aplicadas, e muito menos a sua imponência. O que verdadeiramente fica na retina, é esta capacidade que os americanos possuem, de se renovarem a partir do nada. A ideia de aproveitar o aço da desgraça, caído das Torres Gémeas, alimenta o ego do mais céptico cidadão do mundo. O simbolismo que para sempre transportará, levara ao mundo uma mensagem de paz, embora seja um navio de guerra, tenho a certeza absoluta. Convinha a muitos retirar o exemplo desta sociedade cheia de defeitos e com muitas virtudes, e aplica-la no nosso dia a dia.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Aprender a ouvir
Nesta sociedade onde cada vez mais se viaja a velocidades proibitivas, poucos são já os que encontramos por essas encruzilhadas, com a verdadeira capacidade de saber ouvir. Falo dos que realmente sabem ouvir...Não confunda-mos, com os habituais possuidores da desculpa do querer ouvir, e que procuram unicamente interferir nos nossos mais diversos pensamentos. Alguns chegam até a ruçar a perversidade, uma vez que só nos ouvem, no sentido de alcançar os nossos segredos mais recônditos, algo explosivo, com que se possam vangloriar no futuro, pela capacidade demonstrada na partilha. Há ainda quem simplesmente pense, que quando queremos que nos escutem, isso é sinónimo de busca de conselhos, de outras vivências, ou até de palavras de conforto.Acredito até que a sua grande maioria, nem se apercebe da gravidade dos seus actos. Fazem-no inconscientemente, e provavelmente com a melhor das intenções. Aliás quem seria eu para colocar isso em causa!
Nós, somos tendencialmente levados a errar, quando colocados no papel do verdadeiro ouvinte. É absolutamente normal confundir os papeis. Mas quando alguém pede para a ouvirmos, ela fundamentalmente está a dizer, "coloca-te no papel de ouvinte.", não é?
Então só seremos verdadeiros, se possuirmos a capacidade de saber ouvir.
E sabem, quando alguém nos escuta de verdade, é como se nos ajudasse a nascer, nos permitisse desabrochar. E acho que é ai que verdadeiramente as nossas ideias começam a germinar, e a ganhar vida em nós.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Por todos nós
Eu já tomei a minha posição. E tu? pensas nisso?
Junta aqui a tua voz! Copia o código e faz um post no teu blog.
domingo, 18 de outubro de 2009
Farmacia em Perafita escreve-se com F ou Ph?
Confesso que olho sempre para estes casos que envolvem a saúde com muita desconfiança. Felizmente, não padeço de uma qualquer doença do foro oftalmológico. A criação de vários lobbies ligados á saúde, são evidentemente os grandes responsáveis pela minha desconfiança, e não o contrário. Não precisamos recuar muito no tempo para perceber isso mesmo, basta só lembrar por exemplo, o caso da histeria colectiva que se vive em torno da gripe A. Quem não ligou este facto, á não menos famosa compra em massa da vacina por um grande grupo laboratorial?
Pois é. Mas para mim essas são contas de outro rosário, não passa de um mero exemplo, e não gostaria de me desviar do que considero absolutamente essencial.
Em Perafita, Matosinhos, existem duas farmácias ao serviço da população, o que quando comparado com outras freguesias deste país, é por si só nota de registo. Aliás se tivermos em conta a proximidade do aeroporto, poderíamos bem contar três, não fora a zona de embarque pertencer já ao Concelho da Maia. Ora, estaria aqui a fazer grandes elogios aos proprietários das farmácias, e á Associação Nacional de Farmácias, não fosse o facto de nenhuma delas prestar serviços nocturnos. Ou seja, qualquer habitante de Perafita quando precisa de comprar algum tipo de medicamento fora das horas de expediente, tem que se deslocar a outras freguesias vizinhas. Para os que possuem transporte próprio, acredito que este até não seja um grande problema, uma vez que facilmente se deslocam meia dúzia de quilómetros, até encontrarem uma qualquer farmácia de serviço. Mas e os que não possuem? Será normal pedirmos para aguentarem até ao dia seguinte? Não será esta franja de população merecedora da mesma atenção que os outros? Quais são os motivos apresentados pelas farmácias e pela respectiva associação, que levam a esta situação? O silêncio em torno destas questões é quase ensurdecedor. Apenas um partido durante a campanha para as autárquicas teve a coragem de abordar este assunto com todo o propósito, e ainda assim todos os outros se calaram. Mas quanto a mim este é um assunto que estará certamente em cima da mesa muito brevemente, e se não estiver, deveria, uma vez que contribui decisivamente para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes locais. E esta bandeira (qualidade de vida), foi levantada por todos os partidos no fervor da campanha, no sentido de conquistar votos. Logo seria pura demagogia, agora que têm assento garantido nos lugares de decisão, não cumprirem o que prometeram á população. Considero que o facto de as farmácias de Perafita, não colaborarem com as restantes farmácias de Matosinhos, nos serviços 24 horas, intolerável. Está na Hora de terminar com os legados do século passado, de pensar sempre na qualidade de vida, não só quando dá jeito para se poder conquistar mais um voto, e de terminar com alguns lobbies, que julgo colocarem entraves sérios, ao desenvolvimento de Perafita.
Para terminar digo-lhes que aqui nesta vila, por estes motivos que vos enunciei, farmácia ainda se escreve com Ph, porque dá jeito manter as tradições.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Palavra de...Honra...
Acho que o peso da idade física começa finalmente a manifestar-se. Não quero com isto dizer que me sinto velho, ou fora de forma, nada disso. É que com o passar dos anos fico cada vez mais saudosista, correndo o sério risco de me transformar num conservador compulsivo, algo que nunca imaginei possível, e que sempre abominei.
Hoje dei comigo a pensar (coisa rara nos últimos dias), como é que a sociedade deixou de utilizar a "palavra" como carimbo de qualidade, confiança, ou até da afirmação da própria honra!
Hoje dei comigo a pensar (coisa rara nos últimos dias), como é que a sociedade deixou de utilizar a "palavra" como carimbo de qualidade, confiança, ou até da afirmação da própria honra!
Há bem poucos anos atrás, não eram raras as vezes que ao virar da esquina, se escutava dezenas de vezes a expressão "...palavra de honra...". Quem não se lembra também de um negócio qualquer, onde os intervenientes tenham dispensado o contracto promessa, selando as suas palavras com um simples aperto de mão? Seria fastidioso estar aqui a enumerar os vários exemplos da importância que já atribuímos à "palavra", do rol encontrado, no breve exercício de memória efectuado. Assim centro-me tão só nas reais causas que provocaram a sua quase extinção.
A banalização da "palavra", de tantas vezes que a desonraram, o desenvolvimento e o natural acesso em massa ao conhecimento, levando a uma melhor manipulação da língua mãe, a famosa globalização que trouxe consigo o fim do sentimento de proximidade, onde todos éramos vizinhos e vizinhas, primos e enteados, e por fim a verdadeira onda do endeusamento do ego, são factores que me saltam á vista. Estes deram um contributo decisivo para o afastamento da confiança na nossa sociedade. Assim ganhou mais força a expressão "amigos... amigos, negócios á parte", ou até mesmo , "o que hoje é verdade, amanhã é mentira", asfixiando finalmente o poder da "palavra".
Estou consciente que é verdadeiramente utópico, pensar que seja, no regresso ao tempo em que todos eram de confiança até prova do contrário. Acreditar que tal seria possível, faria de mim o "Otário" de serviço, servindo apenas como veiculo para a gargalhada geral.
No entanto não deixo de estar no meu pleno direito á indignação. Isto de substituir uma única palavra, por uma série de burocracias bacocas é por si só uma boa gargalhada.
Quem já não assinou 50 papeis lidos em 30 segundos, muitas vezes sem perceber na totalidade o que lá está escrito, descobrindo depois ao longo do tempo, a existência nesses mesmos documentos, de cláusulas com as quais não concorda?
É essencialmente por isto que concluo, que apesar de terem mudado os costumes, numa tentativa de moralisar a nossa sociedade compulsivamente, é tarde demais para terminarem com as burlas encapotadas, e com a falta de vergonha, desrespeito pelo próximo, e falsos moralismos que imperam ao virar de cada esquina.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Equivocos
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Intensómetro

Hoje acordei intrigado...não sei explicar... sabem, acordei com aquela sensação estranha. Com pouca vontade de sair para a rua. Hoje tudo era estranho para mim, até aquela magnifica visão sobre a praia, o mar, os pescadores, as gaivotas, com que tenho a sorte de ser brindado logo no café da manhã. No entanto... não sei explicar... ainda estou estranho... Ora, quando acordo assim, gosto de fazer alguns exercícios de reflexão para calar o friozito no estômago. E lá vim eu estrada fora, de Vila do Conde até á Maia, a pensar com os meus botões. Perguntei eu ao botão da gola, que normalmente está desabotoado, logo é o mais relaxado para poder responder, " porque encaram com segundas intenções, o que normalmente só dizemos com uma?". Como é lógico nenhum dos botões respondeu, nem mesmo o mais relaxado. Se havia ruído no carro era o produzido pela RFM, a minha companhia matinal (perdoem os colegas de trabalho mas é verdade). Não responderam e ainda bem. Lá fui eu estrada fora a pensar... Porque é que quando eu digo, "o meu cão é branco", subconscientemente todos tentam visualizar o animal, e a respectiva cor, mas se disser "estas muito linda hoje", somos logo olhados de forma diferente, como se estivessemos á espera de receber algo em troca. É aquilo a que apelidamos vulgarmente de "segundas intenções". Segundas, ou terceiras, dependendo das verdadeiras intenções, digo eu. Bom...mas entretanto o cão continua branco, ninguém consegue atribuir nenhuma intenção ao raio da cor, é branca e ponto final. Resolver o problema até seria fácil, se eu prolongasse a viagem infinitamente, e continuasse num mundo surreal, onde pudéssemos andar todos munidos de um intensómetro, e assim evitar algumas confusões comunicacionais. Eu cá prefiro andar com os pés bem acentes no chão, mesmo que não pareça (falo com botões), e procurar que tudo seja reflectido em si próprio, como se de um espelho se tratasse.
Ora vamos ver se me fiz entender...É que este texto reflete apenas o que aqui está escrito...percebem? Sem segundas intensões, sem precisar de intensómetro.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Laços

Há sabores bem amargos... Bem mais que o café da manhã ingerido sem açucar. Eu que sou adepto da modalidade, posso atestar com certificado de garantia esta afirmação.
Nós portugueses, adquirimos o hábito de conseguir sarar as nossas feridas, olhando para o vizinho do lado, sempre com a leve esperança que este passe por momentos mais delicados, para então podermos afirmar " livra...afinal eu até estou bem". Quem de nós já não o fez? Duvido que alguém possa levantar o braço...
Admito que os meus equilibrios estão um pouco fragilizados, tudo porque a vida fez o favor de enviar mais uma das famosas lições. Fiquei a saber, não interessa como, que um velho amigo, dos poucos amigos que nos restam e pelos quais dariamos tudo, até a vida se necessário fosse, estava de luto. A mãe havia falecido...e eu como sempre, cheguei tarde...muitos dias mais tarde diga-se.
Não é que a minha presença pontual lhe desse mais ou menos conforto, ou lhe devolve-se a perda. Estaria ser presunçoso demais se eventualmente uma réstea da ideia me ocorresse. Mas não é nos maus momentos que se vêem as verdadeiras amizades? Não gostamos nós de levantar a cabeça e ver que um pouco da nossa dor está a ser partilhada? Estas questões atormentam-me desde então. Não é com um e-mail escrito, mais ou menos apressadamente que justificamos o injustificável, e muito menos com um post num mísero blog.
O nosso percusso neste mundo ás vezes obriga a mudanças de direcção muito acentuadas, e influênciados pelos mais variados tipos de egoísmos pelos quais somos assolados diáriamente, optámos por seguir caminhos diferentes. Mesmo consciente desta verdade incontornável, o facto é que não me sinto minimamente confortado pelo facto. Ter ainda uma réstea de consciência é por vezes um grande fardo. Por vezes a vontade de atira-la borda fora é tanta, que só de pensar no assunto, sinto-me logo a espumar de raiva. Não quero com isto chegar aos calcanhares de um qualquer Paladino, ou candidatar-me ao prémio Nobel da Paz. É que ainda me sinto mais aborrecido, porque ele (amigo), sempre que o acaso no fazia cruzar, avisava:
" Aparece...Vê se vens ver os amigos de vez enquando... Ainda és vivo?"
Acreditem que estas palavras me tocavam...aliás como tocavam, mas o ego falava mais alto, sempre falou. E sabem? Este é dos amigos que nunca faltaram quando mais precisei...Nunca. Aliás só estou sentado nesta cadeira, e a escrever neste teclado, porque um dia, ele se lembrou de ligar para o télemóvel a dizer:
"...pá queres ir trabalhar? Os tipos da...estão a precisar de gente, e eu lembrei-me de ti."
E eu? Quantas vezes lembrei que ele existia?
Percebem agora? Pecebem porque é que eu não posso estar "equilibrado". Não querendo transformar o texto numa verdadeira tragédia grega, porque não é essa a minha verdadeira intenção, digo-vos que hoje de manhã ao visitar o blog onde o voltei a descobrir, fiquei de novo a saber, que mais um familiar faleceu. E querem saber onde eu estava? No mesmo sítio...exactamente no mesmo sítio.
É por isto que hoje estou com os meus laços de luto! Não só porque alguém conhecido continua num ciclo de sofrimento, mas essêncialmente porque ando a matar, mais ou menos conscientemente laços que sempre me disseram muito.
Amigo espero que um dia, quando tu também estiveres mais equilibrado, possas ler com atenção, compreendas e perdoes. Não é que esqueças, que simplesmente perdoes .
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O Vazio...

O que será realmente o vazio? O estarmos desprovidos de tudo, de afectos, de emoções, de sonhos, de vida? Julgo que a única vez que estive perto de o perceber, foi quando por razões profissionais, acompanhei uma reportagem sobre os novos sem-abrigo. Como devem calcular, a cada dia de trabalho era brindado por um turbilhão de emoções. Essas pessoas bem reais, que todos nós fazemos mais ou menos conscientemente, para que nos passe bem ao lado, ganhavam vida. A hipocrisia a que somos votados no nosso dia-a-dia, obriga por vezes a perder a memória, ao fazer de conta, ao uso do crivo para filtrar o que só nos realmente interessa, por isso é raro dar-mos conta que ELES também existem. A jornalista, a quem eu com muito honra fazia companhia, ficava a par e passo, visivelmente tocada pelo VAZIO que as palavras dessa gente sem nome proferia. A frase que mais recordo ainda hoje, foi dita durante uma resposta a uma pergunta para nós simples de responder, mas que agora compreendo ser de extrema dificuldade para este grupo de pessoas. A questão era: " Qual é o seu maior sonho?" Do outro lado uma voz rouca, talvez demasiadamente marcada pelas agruras a que estava votado respondeu:
" Olhe menina...não sei...talvez uns sapatos novos que estes deixam entrar água e o frio..."
A emoção apodera-se de mim sempre que recordo este episódio, desculpem.
Aguardava que a resposta fosse qualquer coisa como... "olhe que a minha familia se lembre de mim..", isto no minimo, ou "...ter uma casa para poder dormir..", ou ainda mais arrojada como "...ganhar a lotaria...", mas não. Escusado será dizer que no dia seguinte logo pela manhã, o maior sonho deste homem ao momento, estava concretizado. Agora vagueava de novo pelas ruas do burgo, mas com menos frio nos pés, e concerteza um pouco menos VAZIO.
Não será este um bom exemplo da soma de todos os nosssos pequenos vazios?
" Olhe menina...não sei...talvez uns sapatos novos que estes deixam entrar água e o frio..."
A emoção apodera-se de mim sempre que recordo este episódio, desculpem.
Aguardava que a resposta fosse qualquer coisa como... "olhe que a minha familia se lembre de mim..", isto no minimo, ou "...ter uma casa para poder dormir..", ou ainda mais arrojada como "...ganhar a lotaria...", mas não. Escusado será dizer que no dia seguinte logo pela manhã, o maior sonho deste homem ao momento, estava concretizado. Agora vagueava de novo pelas ruas do burgo, mas com menos frio nos pés, e concerteza um pouco menos VAZIO.
Não será este um bom exemplo da soma de todos os nosssos pequenos vazios?
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