Ironias...ou... talvez não.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Eu também não vou por ai
O que estaria Pinto da Costa a fazer de braço dado com a policia? Fugia do Bruno Pida(assinalado pelo circulo), ou pelo contrário, terá chamado o Bruno para fugir à policia? Isso já foi há tanto tempo que a minha memória já não o alcança! Perdoem, eles provavelmente até são todos "bons rapazes"! Já agora para quem não ouviu ainda as escutas publicadas faça o favor de clicar aqui.Uma justificação original
Perante a audição das escutas a Pinto da Costa, feitas no âmbito do processo Apito Dourado, um amigo aspirante a Jornalista Desportivo afirmou: "...até agora não vi nada demais. Onde é que está o crime?". Perante a pertinente observação, eu acorri em seu socorro para lhe aclarar as ideias. Expliquei que perante semelhante cenário, estávamos perante um caso de corrupção, e vários de tráfico de influência. Bom...mas como esta coisa de ser jornalista é uma profissão de absoluta isenção, o aspirante conseguiu arranjar um brilhante argumento para justificar o injustificável.Fiquei por isso de boca aberta quando escutei "...pá não é nada que os outros não façam, portanto não é crime!". Como? Ouvi bem? Mudaram o código penal e não avisaram a malta?Deixem ver se eu percebo. Quer dizer que se a malta desatar a assaltar agências bancárias deixa de ser crime? Olhem...podiam era ter avisado mais cedo!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O cavaleiro Pedro
Cavaco Silva já tinha anunciado, mas confesso, pensei que era uma das sua muitas brincadeiras. Das tais com que já estamos habituados a ser brindados de quando em vez, em forma de comunicado oficial de extrema importância para o país, e depois bem vistas, afinal são umas piadas sem o mínimo de fundamento. O nosso presidente da Republica, surpreendeu-me. Desta vez falou, e cumpriu... Transformou o VIP Santana, em Cavaleiro. Diz-se, para justificar, que prestou serviços de alta relevância para o país, enquanto primeiro-ministro. "Fez-se Justiça", termina o mais alto magistrado da nação. Ouviram bem... Seis meses e uns dias, altas farras, muitas horas a dormir em gabinetes pagos por todos nós, umas quantas primeiras páginas na imprensa estrangeira, são considerados neste pequeno rectângulo, actos da maior relevância! Não sei se ria, ou se chore a rir! Enfim andam uns a "trabalhar para burro", para outros a brincar chegarem a cavaleiros. Muito sinceramente, sem demagogia, e sem tirar mérito a Pedro Santana Lopes pelo trabalho realizado na Figueira, e em Lisboa, ou pelo excelente Ministro da Cultura que foi, não vislumbro rigorosamente mais nada para justificar semelhante cruz. Aliás nem tempo teve para aquecer a cadeira de primeiro-ministro. A culpa sinceramente não é dele, é de quem é muito pior, de quem já perdeu a vergonha e a noção da realidade. Com estes galardões atribuídos em forma de Euro Milhões, um dia ninguém lhes prestará atenção rigorosamente nenhuma. É senhor Presidente da Republica Portuguesa, anda por aí tanta gente para si anónima, mas bem conhecidas de todos nós meros cidadãos, bem mais merecedoras de tais distinções, é só estar atento, e já agora se der jeito, colocar esses assessores todos a trabalhar.segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Filhos de um acaso
Passei de relance na Sic Noticias e estava no ar o Dia Seguinte, com o respectivo painel de comentadores perfilado. O agora Vereador da C.M.Matosinhos, Guilherme Aguiar, o mago Sílvio Servant, e como não poderia deixar de ser o magnifico Dias Ferreira. Deixei o famoso advogado leonino para o final propositadamente. É que mal vi as primeiras imagens do programa, saltou-me de emediato à cabeça o agora jogador do Valência, e ex jogador do SLB, Miguel. Já explico porquê. Antes convêm lembrar os tempos em que ainda extremo direito no Estrela da Amadora, brilhava como um estrela cintilante, prometendo um futuro avassalador. O Benfica aproveitou o deslize do rival de Alvalade que o dispensou, e contratou-o para as suas fileiras. Por entre exibições oscilantes, Chalana fez do extremo, o melhor defesa direito português. Lembro de ver jogos no estádio, em que só de observar o Miguel ficava cansado. Este atleta corria que se fartava, deixava o que tinha, e o que não tinha em campo. Mas eis que subitamente, quando nada o fazia prever, o agora internacional português, após o período de férias não compareceu à chamada aos trabalhos de inicio de época do seu clube, com o qual tinha contracto. Nascia aqui uma das novelas mais famosas do futebol português, com ameaças, jogos de escondidinhas, enfim, não faltaram os ingredientes naturais de uma boa novela "futeboleira". E quem estava por trás deste conluio? Dias Ferreira claro. O famoso advogado, na altura, esgrimiu argumentos atrás de argumentos, até conseguir levar o jogador para o Valência, onde segundo ele (Dias Ferreira), o Atleta teria todas a condições para crescer como homem. Deveria, ainda segundo as previsões do advogado, num prazo muito curto chegar a patamares muito superiores, antevendo uma transferência milionária. Pois bem, nesse preciso momento eu exclamei em voz alta para quem quis ouvir,"... O Miguel acabou com a carreira!"E acabou mesmo. É pena vê-lo agora envolvido todos os anos em desacatos, sempre á porta de discotecas, e ainda por cima todas elas de qualidade duvidosa.
Tudo isto para perguntar onde está agora o grande defensor do Homem/Jogador Miguel? O que fez este grande amigo para o ajudar a ultrapassar este mau período da sua vida?
Ah!...pois está a comentar o caso da Naval e do túnel da Luz na Sic Noticias. Claro, sou tão tonto não sou?
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Fenomenal
O Planeta está mesmo a mudar! São as alterações climáticas, as posições geo-estratégicas da Nato, é 0 Benfica a ganhar ao Porto, e... em Gaia.. Bem! Nessa terra, a tal que me viu nascer, pelos vistos agora acontece tudo. São mini tornados, lulas e golfinhos mortos a dar à costa, e ao que consta até parece que uma perna perdida do resto do corpo, presumivelmente defunto (espero eu) foi encontrada. Parece que finalmente os fenómenos do Entroncamento estão em deslocação para Norte, pairando agora ás portas da Invicta, e a fazer contas à velocidade com que acontecem, parece que vieram todos de uma vez. Ai as bandeiras azuis...3..2..1... Vamos lá! Todos a miar!
Hoje estou assim... não sei se chore, ou... se desate à gargalhada. Tudo porque ontem, à imagem e semelhança dos últimos domingos, decidi tentar assistir a mais uma emissão dos Ídolos. Quem assistiu certamente adivinhará com absoluta normalidade o meu estado de espírito, e sem querer empolar demasiadamente o assunto, será igualmente normal se estiverem nesta espécie de limbo espiritual. Acreditem que a vontade de estar diante do ecrã a assistir ao programa, diminui semana após semana, e os grandes culpados são os concorrentes. Na minha opinião nunca vi tanto atropelo à qualidade dos candidatos num programa deste género na TV, e orgulho-me de os ter visto todos. Não sei se porventura serão os meus ouvidos a atraiçoar-me, ou se eventualmente estarei mal habituado, pois através destes programas nasceram verdadeiras estrelas do panorama musical português. Ninguém questionará a qualidade da Sara Tavares, do João Pedro Pais e companhia, pois não? Pois é. Mas nesta edição dos Ídolos é raro o domingo em que não escute alguém a "miar" na TV, ou pura e simplesmente esquecer que o sol é ligeiramente diferente do ré, ou que as oitavas são para respeitar nos coros. E tudo acontece com a cumplicidade generalizada de um Júri comprometido por graves erros de casting. Enfim... eu sei que se deve garantir oportunidades a autodidactas, eles existem, andam sempre por ai e transportam consigo qualidades intrincas para a música. O que não compreendo, o que já não tolero é um mês depois do inicio do programa, não conseguir deslumbrar alguém que saiba o que é uma clave, como respirar, ou simplesmente como manusear o microfone durante a actuação. É o básico, é de iniciado, e os erros acumulam-se um pouco por todos eles. No final a voz harmoniosa do júri apenas diz "...teve uns problemas de afinação...mas a imagem estava bem cuidada...o publico bateu palmas...portanto estiveste bem." Ora vamos lá ver se percebo bem a lógica, o Pitágoras (gato do meu tio), com uma produção à maneira, desde que a claque presente bata umas palmitas, pode ser estrela POP? Deve ser essa a lógica. Bem ironias à parte falemos agora de coisas bem mais sérias. Ontem para desespero de alguns, o Manuel Moura dos Santos, vulgo Manel, perdeu as estribeiras, e disse o que não poderia ter dito, a quem nunca deveria dizer absolutamente nada, a confirmar-se que não gosta do Madeirense, Carlos Costa. Eu descodifico resumidamente para quem não viu nem ouviu. A quando do seu comentário, Manel issurgiu-se contra a escolha musical do Carlos "ANJOS", apelidando de POP foleiro, ou azeiteiro, achando todas as escolhas do candidato duvidosas, apesar de este dominar o instrumento vocal, não desafinando. Como é lógico a Claque presente tentou evitar o prolongamento da crítica negativa, levando o Manel à loucura. Foi neste exacto momento que percebi estar a perder tempo a assistir a um programa deprimente, absolutamente deprimente. O Nelito levado pela loucura, mais parecia uma lavadeira de roupa suja no rio comunitário, tentava a todo custo dizer que estávamos em democracia, e como tal ele tinha o direito de dizer o que pensa. A convicção para convencer os espectadores era tanta, que por um triz não fez do microfone uma ceia antecipada. O pior é que a claque calou-se, e assim fica neste programa a máxima, em democracia o Manel diz o que pensa, os outros têm o direito de escutar, os aplausos e apupos só podem ser dirigidos a quem actua. Quem não concordar com ele faça o favor retire-se, não vá ver, saia do país, ou pior peça asilo politico. Olhem que com esta noção de democracia, ou de liberdade, Portugal corre o risco de ficar rapidamente com menos habitantes. Mas ontem o menino Nelito fez pior, muito pior. Apelidou os amigos Anjos de foleiros. O Manel poderia até nem gostar de os ouvir, pode ter gostos musicais diferentes, mas não está na SIC para os divulgar, pelo menos não naquele programa, não aquela hora. Depois isso de ser foleiro tem muito que se lhe diga, já é um problema antigo, lembrem-se que Mozart na época em que viveu, era também apelidado de compositor azeiteiro, e uns séculos mais tarde, considerado um verdadeiro génio da música, venerado por uma legião de admiradores. Enfim, são invejas, preconceitos, não passam disso...o tempo encarregar-se-a de apagar este tipo de comentários estúpidos e intolerantes. Mas o amigo Mourão, júri a quem foi permitida a entrada de uma sobrinha, a quem pode abertamente fazer comentários, afirmou categoricamente não gostar do Carlos, nem das escolhas do rapaz. E assim num ápice acabou com o ÍDOLOS. Ninguém com tanta experiência conteria um erro primário destes, mas pelos vistos cometeu. O Carlos é Madeirense, o que por si só garante votos, agora transformado em vítima pelo nosso amigo defensor de umas liberdades estranhas, garantirá muitos mais votos do continente, transformando-se assim no vencedor virtual...mesmo que comece a imitar a sinfonia nº3 de Pitágoras (gato do meu tio).Já agora Manuel Mourão, se algum dia ler este post, fique a saber que o Carlos não é o meu favorito, mas votarei pelo menos uma vez no rapaz, só para contrariar. E por último, eu no seu lugar deixaria de imediato o meu lugar de jurado, mal a minha sobrinha atravessa-se aquela porta. Sabe para quem defende com tanto vigor a liberdade, fica de igual forma bem defender a transparência. E parece-me a mim e a mais alguns que ela está quebrada. Mesmo que muitos por educação, não o digam abertamente. Eu também tal como o Manel não me escondo atrás do que escrevo ou digo, se precisar é só dizer, terei todo o gosto de lhe divulgar o meu nome, ou nº de B.I se precisar.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Bela Mafia

Garanto que hoje fiquei em pânico. Não é que ao ler a habitual página da T.S.F, para saber como vai o mundo, fiquei a saber que na Alemanha a policia tinha detido várias personalidades, acusadas de falsear resultados desportivos. A operação ao que parece foi desencadeada pela UEFA, que se recusa a divulgar os nomes dos detidos, mas adianta que a organização agora descoberta, comprava jogadores, árbitros, e dirigentes desportivos, das principais ligas europeias, para depois obter lucros nas apostas, pois como é lógico estes senhores sabiam sempre antecipadamente quem era o vencedor. Os pormenores podem ler aqui, se tiveram paciência para tal. O que me causa espanto, é esta rede não ter ramificações aqui em Portugal, ou tem?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
E se fossem brincar ás casinhas?!
No facebook as noticias vão surgindo em jeito de pequenas provocações, e há quem seja mestre na arte, como por exemplo o José Manuel Fernandes, goste-se ou não dos seus tiques e tendências. Mas também existem os que nem sequer deveriam aparecer por lá, como por exemplo o Ionline. A foto é retirada da publicação electrónica e surge com este comentário:"Se partir a perna dois dias depois, a culpa é da vacina?"
Segunda grávida perde feto. Especialistas garantem que a culpa não é da imunização.
Segunda grávida perde feto. Especialistas garantem que a culpa não é da imunização.
Mesmo sendo uma citação, esta frase não vos parece um pouco ofensiva para quem perdeu dois bébés? Aposto que a responsabilidade deste post é de alguém sem sensibilidade, e com muitas ausências de ideias. Pode até ser muita coincidência, mas que é muito estranho já ninguém duvida, e não adianta os médicos virem a terreiro defender o seu lobbie. E já agora para responder á pergunta feita pelo ser irracional citado pela noticia, eu digo sim é possível, depende do que provocar a queda!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Afinal como é? Já não bastava a possibilidade de morrer com a doença, e temos que desconfiar também da cura? Em França um paciente vacinado desenvolveu uma doença rara do foro neurológico, em Portugal uma mulher abortou um dia depois de receber a vacina, e agora na Alemanha morreu um homem horas depois de ter sido vacinado. Será que alguém testou a vacina segundo os parâmetros da OMS? Ou serão os rumores da (in)validade da vacina verdadeiros? Já agora se alguém souber faça o favor de responder, é que já basta de histeria. terça-feira, 10 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Sonho 02
terça-feira, 3 de novembro de 2009
A Viagem
Com maior ou menor dificuldade, maior ou menor clarividência, escolhemos da melhor forma possível os caminhos a palmilhar. Claro, na hora de mudar de direcção, nos momentos em que a vida nos coloca perante alguma encruzilhada, escolhemos com absoluta normalidade, os trilhos mais bem desenhados, os que nos possibilitam ver a linha de chegada, ou simplesmente deixamos-nos guiar pelo ponto cardeal que nos leve a um clima mais ameno, mais favorável. Não é menos frequente na nossa caminhada, traçar linhas paralelas, de onde podemos espreitar os caminhos dos nossos companheiros de viagem. É uma forma natural de parameterizar a nossa própria caminhada. Gostamos de saber que não somos exclusivos, que existe alguém por aí conhecedor das mesmas paisagens, das mesmas cores e cheiros. E se porventura algum companheiro de viagem consegue com um golpe de rins, fintar o percurso tornando-o mais curto, menos agreste, logo surgem os que tentado imitar, tropeçam e caem. Não percebem ainda que por muito similares que sejam, os trilhos são todos eles únicos, como se fossem feitos à medida de cada um que os pisa. Eu sou dos que tropeçando, aprendi a levantar-me, sacudir a poeira, e seguir de novo o meu caminho procurando não voltar a repetir a finta. Vou por aí, num trilho absolutamente normal, bem desenhado, umas vezes belo nas paisagens que me mostra, outras nem por isso, bem acompanhado, e onde quase sempre encontro placas de sinalização, para poder mudar de rumo.Mas não são raras as vezes, que paro para pensar como seria a minha caminhada, se eventualmente não encontrasse os pontos de referência. Sim como será viajar em pleno deserto, onde nada é delineado, onde se confundem os pontos cardeais, onde predominam as miragens, e onde tudo é inóspito? Nessas alturas deixo-me engolir pelo medo. Acho que nunca estarei preparado para a viagem das viagens.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Estado de Graça
Todos os comentadores políticos são unânimes, durante algum tempo iremos gozar de um Estado de Graça. Ora gostava que esclarecessem uns pequenos pormenores.
Algum tempo é um ano? Dois? A frase é para seguirmos à letra?
Sabem, dava jeito saber por quanto tempo vamos ficar sem pagar impostos, portagens, taxas moderadoras, pagamentos por conta, coisas assim...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Quando nem tudo vale a pena!

Foi o Feher, foi o Paulo Pinto, foi o Kevin Weidemond... quantos mais vão ser precisos para alguém colocar o dedo na ferida? Foi a falta de meios? Foi a vontade suprema de ganhar a todo o custo?
Tenha lá sido a razão que levou ao súbito desaparecimento de mais um atleta, está na hora dos senhores com responsabilidade no desporto, de assumirem as suas responsabilidades. Como ex-atleta, tenho todo o direito de vos dizer, isto no mínimo deveria fazer-vos corar de vergonha. Os "Gatos" diriam a propósito "...vocês falam falam mas não dizem nada... e depois é isto..." A ti Kevin, estejas onde estiveres, obrigado pela tua entrega ao desporto, ela foi total, afinal o teu desaparecimento prova isso mesmo. PAZ para ti muita PAZ, e que nos sirvas de exemplo.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Só fumaça...
domingo, 18 de outubro de 2009
A vã glória do delírio

Sinceramente não consigo adjectivar o desfile de domingo á noite na SIC. É impressionante como a sede de obter reconhecimento publico, leva a equívocos hilariantemente devorados por quem assiste nos sofás, transformados por uma noite, numa enorme plateia. É vê-los desfilar um após outro. Os pobres de espírito, as figurinhas tontas, os fieis representantes de uma geração irremediavelmente perdida, os cantadores e cantadeiras de chuveiro, os desafinadamente bem parecidos, e finalmente os equivocados. Eu gosto de ver, diverte-me a produção. A capacidade que demonstram em brincar com o fim de sonhos é brutal. Chega a roçar a desonestidade intelectual, se é que não o são mesmo, mas percebo que a maior parte dos concorrentes desconhece o significado da afirmação.
Para alguns é o inicio do fim de um sonho, e para a grande parte, o reconhecimento da necessidade de mudar de espelho. E para todos eles, a permissão colectiva de terceiros, brincarem com o maior sacramento alguma vez dado, o sonho.
Mas garanto, eu gosto de assistir.
O meu 5.1, dá-me garantias de poder ajuizar a avaliação de um júri, dejá vu. No fim de cada programa fico arrasado com o desfile de sonhos acabados, e arrepiado com a quantidade de jovens convencidos que ser ídolo, super, ou star, está ali ao lado na ponta dos dedos.
Mas eu gosto de assistir garanto. Deliro sempre. É ver entrar um atrás do outro, convencidos que o passaporte para a felicidade eterna já lá mora, e depois...bem depois é notório, eles nunca aprenderam que a palavra NÃO, também faz parte da vida. Aliás seria até bom que alguém lhes sussurra-se ao ouvido, que é esta palavra que mais vão ouvir na vida.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Doce fazer nada
Vou colocar um pé no vazio, e agarrar-me com a mão direita ao melhor que a vida tem. O doce fazer nada... E quando digo nada é mesmo nada! É zero! Não vou ler, correr, ver televisão, trabalhar até altas horas em frente ao computador, apagar um fogo qualquer de última hora, enfim... Não vou fazer o que habitualmente faço todos os dias santos, e nos outros também.
Vou simplesmente chegar a casa, passear o meu fiel amigo, e contemplar as vistas que inundam o meu horizonte desde Abril deste ano, até ficar farto. Decidi finalmente aproveitar o melhor que a vida me oferece, e que tanto me custou a ganhar. O Fiord agradece concerteza...Sabem o que é estranho nisto tudo?
É que a simples ideia faz-me sentir estranho, como se estivesse com receio da felicidade inundar a minha vida.
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