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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mãe coragem


Apetecia-me tanto falar do Orçamento de Estado, do Haiti, do túnel da Luz, do Kléber que armado em esperto abortou o FC Porto, do Mário Crespo, do amigalhaço Guigui que continua a insistir em assaltar a inteligência de todos nós, ou das grandes alegrias do glorioso.
Apetecia, mas não consigo! Só penso em rezar...e eu que nem sou lá muito católico. A vida tem destas "coisas". Quando todas as hipóteses se esgotam, quando já nada nos faz acreditar, ficamos presos nas crenças, e eu não sou diferente. Como eu queria estar do outro lado do Oceano, não que fosse resolver alguma coisa... mas era mais reconfortante...mil vezes mais reconfortante.
Hoje é dia da mãe coragem voltar a lutar, e nós por umas horas vamos ficar suspensos no limbo da vida. Deus queira...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O que os olhos vêem a alma nunca apaga!

Por vezes interrogo-me como nasceu esta nossa eterna "mania" de ver para além do que o nosso olhar nos mostra. Não considero que o "tique" seja exclusivamente negativo, de todo, mas na sua maioria é. E só o é, porque utilizamos esta fantástica faculdade, a de poder aliar o sentido da visão à inteligência atribuída a cada um de nós, mal, muito mal. Diga-mos que na maioria das vezes deixamos que o nosso estado de espírito deturpe o olhar sobre o mundo, os problemas, os desafios, ou simplesmente sobre as pequenas coisas que nos rodeiam, e que à partida nos parecem tão insignificantes. De facto a nossa mente consegue perverter em larga percentagem a visão, de tal forma que acabamos por ver o que mais ninguém viu, embora estejamos todos a olhar para a mesma cena desta peça de teatro que é a vida. Embora compreenda esta incoerência, sei porque acontece, também por lá passei, tenho uma séria dificuldade em perceber o facto de se gastar tanto latim, para convencer os mais imaginativos cidadãos do mundo, que afinal não viram, ou não estão a ver o que lhes parece. Não merece a pena, nem o trabalho, não porque lhes atribua menos importância como indivíduos, mas pelo simples facto de ser absolutamente impossível apagar a imagem criada nas suas "mentes". Resta assim, para grande tristeza minha, deixa-los pensar que viram ou que vêem o que na realidade é pura ficção, ou a esperança que o dia em que a sua imaginação, será redireccionada para factos mais positivos chegará. Talvez aí possamos de verdade ser mais tolerantes, mais puros, mais verdadeiros. E... bem, se já é difícil entender esta minha interrogação, o que dizer dos que nunca viram, os que só supõem, ou que imaginam que assim será, mas mesmo vivendo neste limbo de dúvidas o tomam como certeza absoluta? Merecem o quê? Para já fica a minha revolta!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Venha lá 2010

Os relógios começaram a corrida desenfreada da tão aguardada contagem decrescente. Não, não é uma contagem qualquer, nem no final será decretado vencedor nem vencidos. Diz o calendário que ao terminar 2009, um novo ano nascerá. Com ele supostamente renovam-se esperanças, e enterram-se desilusões, machados, guerras, enfim tudo o que o ano já finado nos ofereceu. Nesta espécie de balanços e balancetes para os quais somos arrastados, tem o condão de obrigar muitos a reflectir pelo menos uma vez no ano. Se não encontrássemos uma razão válida para festejar a passagem de ano, pelo menos esta seria uma com certeza, felizmente existem mais, muitas mais. É por todos os motivos que possam justificar festejar a sua entrada no novo, que espero ver todos de sorriso bem aberto na ultima noite de Dezembro. Ás vezes é certo, a vida não convida a grandes alegrias, a euforias desmedidas, mas ficar preso ás desventuras também não parece ser a melhor solução. Recebam por isso, dois mil e dez de braços abertos, e caminhem de braço dado com ele. Que as vossas passas façam mesmo magia e tornem os vossos desejos realidade. Eu lá estarei à décima segunda badalada do dia 31 de Dezembro, de garrafa na mão a dar as boas vindas a um, e a agradecer ao outro. Ah! Já agora fiquem com esta pequena reflexão, ela deu jeito em 2009 pode ser que continue a fazer falta em 2010, é do eterno Martin Luther King.
" A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e convivência, mas como ele se mantêm em tempos de controvérsia e desafio."


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Porque ainda é Natal

O meu Natal é sempre recheado de muitas emoções, memórias, histórias, sempre bem regadas por uma mesa repleta. Onde quer que vá, uma vez que faço questão de marcar presença em casa das duas famílias, na de adopção, a família da minha esposa, e a que me viu nascer, há sempre um denominador comum. Quer no primeiro, quer no segundo caso, são evidentes os sinais de união que se prolongam muito para lá do natal. É um verdadeiro orgulho sentir que estas são um verdadeiro porto de abrigo, e que aconteça o que acontecer, jamais ficaremos sozinhos no mundo. Felizmente sei que este sentimento não é virgem, que existem milhares de famílias iguais a estas, é verdade, mas a cada dia que passa os sinto mais especiais, mais próximos, mais sangue do meu sangue, mesmo que o ADN não tenha correspondência directa. Tenho a certeza que este sentimento é reciproco, ele encontra correspondência em cada um dos que, ano após ano, faz questão de se sentar à mesma mesa, partilhando as espinhas do bacalhau, ou o prato dos ossos do cabrito. Alguns, separados por milhares de quilómetros, e por um oceano que teima em permanecer como barreira, não são esquecidos. Aliás, são os mais lembrados, os mais citados por estes dias. As histórias e as memórias giram em torno deles, e todos os anos conheço uma nova, e em troca escuto centenas deliciosamente repetidas. É tudo tão intenso que apesar de fisicamente ausentes, são muitas as alturas em que parecem estar ali ao nosso lado. Ora é a Vitória, ora é o Tonito, depois a Nádia... Como é bom sentir que o Oceano Atlântico afinal não é assim tão grande. Agora digam lá se o Natal é ou não fantástico?

psssttt: Titia Nádia, sei que você é só emprestada, e que só estivemos juntos por pouco tempo. Mas também tenho certeza que você sabe o quanto gostamos de você. Você já travou uma luta sem tréguas e saiu vitoriosa, é por isso que todos os dias acordo sabendo que esta que você está travando não será diferente. Vocês fizeram falta ao nosso Natal, como sempre. Um beijão de saudade.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Saibam todos valorizar a grande festa do solstício de inverno, escolhida por todos nós, os católicos, para festejar a união das famílias. E a nossa família pode muito bem ser aquela onde nascemos, aquela onde ao que sabemos não nos foi dado poder de escolha, ou outra qualquer. O importante mesmo, é que todos saibam valorizar a vida, se o fizerem dia 24 tanto melhor. Se lhe juntarem uma pitada de magia, de inocência, e se conseguirem despir-se de preconceitos nem que só o façam neste dia especifico, melhor ainda. Neste grande ciclo sem fim, muitos de nós iremos passar um Natal cheio de nostalgia, de muita saudade é certo, por perdas súbitas, isso entristece-me. No entanto, as saudades que irão sentir quando estiverem frente a frente com o famoso bacalhau, é o maior sinal que se pode dar, que afinal o dia a que chamamos Natal, era de facto repartido pelo restantes dias do ano.
Ao longo dos tempos deixamos cair tradições de extrema importância, para quem gosta de valorizar a vida, o Natal não foge a esta tendência. Ao despesismo, à hipocrisia, juntamos as intolerâncias, a desagregação da família como instrumento aglutinador das sociedades, e temos ano após ano o crescimento de uma bomba relógio, que à mínima desatenção poderá acabar de vez com a grande festa. Portanto a todos os que fazem parte da grande família em que me enquadro, Feliz Natal. Este é o desejo desta grande criança com 38 anos, mas que por esta data, se transforma numa criancinha de 3 anos, despida de tudo, para viver intensamente o Natal.

sábado, 28 de novembro de 2009

Ajoelhou? Agora vai ter que marcar! Certo Cardoso?
Acabado o trabalho, segunda há mais, o estágio neste pequeno estádio que hoje servirá de albergue a mais um ninho de águias. O pequeno Gustavo já grita golo do Benfica, aprendeu cedo como convém, espero que traga a garganta bem afinada!

sábado, 14 de novembro de 2009

Queremos mais...

Esteja onde estiver, porque não sei se irei ver o jogo, espero que apesar de todos olhos estarem todos postos no estádio da luz, a noite seja vivida em tons de verde. Um verde de uma esperança imensa, de os apoiarmos incondicionalmente no verão do próximo ano na África do Sul.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Modinhas

Esta modinha da gripe A, é sem duvida uma espécie de (histeria) colectiva. Esta é a frase que venho a repetir vezes sem conta, numa tentativa de não ficar eu próprio alarmado. Mas ao que parece o "bichinho" invadiu o nosso país com toda a força, pelo menos a olhar para os números oficiais que nos são avançados pelo Ministério da Saúde. Não sei se já passaram pela urgências pediátricas de um hospital, (espro bem que não)mas se o fizeram sabem tão bem quanto eu, que o cenário é surreal! Tento covencer-me todos os dias, que o raio da epidemia vai passar ao lado...mas ela anda muito perto.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sonho 03

Nas minhas viagens por esses blogues fora encontrei esta cara que despertou a minha atenção. No blogue a Flôr escrevia, "vamos la todos ajudar", e eu parei para ler e... sabem.... o sorriso desta menina pode estar comprometido para sempre. A pequena Carmezita está a travar a luta da sua vida. Se eventualmente é sensível por favor clique aqui, e ajude. O sonho continua a comandar a vida, não pares de sonhar Carmezita.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Europa Livre


Vinte anos depois do fim de uma Europa adiada, que o muro teimava em separar, só me resta agradecer aos que o derrubaram. O som do cair do primeiro pedaço de cimento armado, foi o anel de noivado da nossa união. Na nossa memória deve no entanto perdurar, os que lutando por um futuro melhor, atravessaram corajosamente a maior das barreiras ideológicas que o mundo já conheceu, e pereceram aos pés da injustiça. Saibam agora os filhos da liberdade honrar o futuro desta Europa unida pela esperança. Que caminhem olhos postos no amanhã, certos que outros muros, os invisíveis, ainda esperam pela queda.

sábado, 7 de novembro de 2009

Novos Mundos

Por vezes passa pela cabeça de cada um de nós, a possibilidade de não estarmos sós neste Universo que parece não ter fim. Agimos diariamente como se fossemos donos e senhores do espaço, mas no fundo desconfiámos que podemos não estar orgulhosamente sós. Esta noticia do Publico relata uma nova descoberta, que a confirmar-se verdadeira pode num futuro próximo, levar a novas epopeias, a novas certezas. E como do longe se faz perto, quem sabe um dia não chegaremos lá, ou eles cá. Para mim tanto faz, o importante mesmo era confirmar que afinal nunca estivemos sós.





sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Projecto Verde

Já todos sabem que nasci com uma costela liberal. Aliás a mesma costela faz com que olhe para os partidos de direita com alguma desconfiança, seja qual for o projecto que encabecem. Tenho a consciência do rol de problemas que eventualmente surgiriam, se alguma vez uma ala mais radical da esquerda, obtivesse apoio para chegar a governo. Mas tenho igualmente a consciência de perceber, que serão estes os únicos com coragem suficiente para mudar alguns aspectos da nossa sociedade, da mais elementar justiça.
Os Verdes por exemplo, apresentaram hoje no parlamento um projecto de lei para discutir o casamento entre homossexuais. Apesar de não me ligar nenhum tipo de simpatia a este partido, retiro desde já o meu chapéu a esta iniciativa. É tempo de acabar no nosso país com este tipo de segregação, excluir pessoas pela suas preferências sexuais, não lembra nem ao "menino Jesus", Ele que me perdoe a expressão. Se eventualmente outros partidos desligassem o "complicómetro", e tentassem definitivamente perceber as reais necessidades da nossa sociedade, provavelmente os actos eleitorais começariam a registar outros níveis de adesão.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Saiba o que lhe vai no peito

Para assinalar o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama, no dia 30 de Outubro, a Associação Ame e Viva a Vida lança a campanha de sensibilização "Saiba o que lhe vai no peito", entre os dias 26 a 30 de Outubro. Como forma de chamar a atenção para esta doença que mata em silêncio milhares de mulheres, a associação lançou um desafio para que todas vistam uma peça de roupa Rosa até Sexta feira.
Como sabem o diagnóstico precoce, pode evitar a perda de muitas vidas, portanto chamar a atenção das "meninas" mais "distraídas" impõe-se, se poder participe.
Eu embora fazendo parte do sexo oposto, vou dar uma vista de olhos pelo guarda roupa, e se encontrar algo cor de rosa, garanto que visto também.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Apesar do aparente conhecimento do meio que nos rodeia, há pormenores que insistem em fazer lembrar, que nem tudo é o que aparenta, ou a existência de muitas razões para além da razão absoluta. A vida é uma caixinha de pandora, ás vezes excessivamente severa nas suas revelações, outras de uma imponência atroz, mas é sempre a nossa maior escola. A aprendizagem contínua a que somos obrigados, não evita certamente a repetição de encantos e desencantos, de erros, de encontros e desencontros, ou mesmo de cheiros e paisagens. Mas apura-nos os sentidos de tal forma, que ao primeiro soar do alarme, alteramos rotas extemporâneamente, sem observar as tonalidades certas. Estar á alerta é diferente de estar atento. Se a primeira indicia desconfianças permanentes, a última ensina a olhar com a atenção devida. Permite por exemplo observar uma paleta, e saber com exactidão onde encontrar cores novas entre as que são aparentemente iguais.
Perceber esta natureza é um desafio interessante, igual a tantos outros, e um contributo decisivo para o crescimento interior.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

África á vista


Se não ultrapassar-mos este Play-Off, até a bandeira ficará envergonhada.

sábado, 17 de outubro de 2009

O que faz falta não é animar a malta!

Sabia que 18 em cada 100 portugueses é pobre? O número é avançado pela REAP, Rede Europeia Anti-Pobreza, e deveria envergonhar-nos a todos. Receio no entanto que a cifra, vá servir única e exclusivamente para arma de arremeço politico, em vez de nos unir em torno da questão fundamental, erradicar a pobreza.
Vivemos uma época onde impera a hipocrisia social, onde cada um de nós finge preocupar-se, e contribui muito pouco. Quando falo em contribuir, não falo em dar a esmola da praxe, num dos muitos peditórios que decorrem um pouco por todo lado.
Esta na hora de todos nós, principalmente a classe politica, parar a permanente campanha eleitoral, que se faz em torno desta questão. A permanente procura, de todos, da esquerda á direita, arranjar a música perfeita para encher os nossos ouvidos, com o objectivo de angariar uns quantos votos, não resolve absolutamente nada. O defeito não é exclusivo de um só partido, é transversal.
Faz falta então, colocar definitivamente as diferenças de lado, juntar massa critica, e procurar com inteligência soluções que possam a médio prazo diminuir estes números. Discutam se os subsídios são de facto uma ajuda ou a fonte de mais um problema, discutam politicas de emprego sustentado, discutam a educação, enfim... Discutam, tudo o que possa ajudar as pessoas com dificuldades, a encarar o futuro com alguma esperança, mas façam-no despidos das cores partidárias, ou de ideologias bacocas do século passado.
A nossa sociedade está a mudar, já não basta animar a malta, é preciso agir e demonstrar resultados práticos, sob pena de comprometer a jovem democracia para sempre.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Metafísica da derrota


Dou mais valor á lágrima da derrota, do que á vergonha que sentiria por nunca ter lutado.
Como tal procuro lutar sempre por tudo aquilo que sonhei, mesmo que me custe uma lágrima derramada!
Escusado será revelar o resultado final...

domingo, 11 de outubro de 2009

Receita para o futuro!


Mais nada!

Finalmente a praia!


Será que vamos lá chegar vivos?

Estas eternas manias de jogar os play-off, costumam provocar muitos mortos á beira da praia.