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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

RECREO


Tenho por costume "morrer" para vida pelo menos uma vez por ano. E utilizo a expressão morrer, porque é a que se aproxima da realidade. Mergulho de tal forma no trabalho que tudo o resto passa ao lado, literalmente ao lado. Entro numa espécie de limbo onde nem as pessoas mais próximas têm acesso. Este fenómeno acontecia normalmente em meados de Novembro e terminava com a chegada do ano novo. Pois bem, quis o destino, ou quiseram traçar o meu destino de forma a que este mergulho acontecesse mais cedo, e eu lá fui mais uma vez. Morri sim senhor, durante muito tempo, tanto tempo que a bem dizer, não sei lá muito bem a data do óbito, só sei que foi demasiado tempo.
Agora de novo ressuscitado do mundo dos vivos, dos que moram no clube dos workaholics, não voltarei para lá. E posso jurar a pés bem juntos que esta foi a última vez que morri antes de morrer definitivamente.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Formigueiros


Já viram como a minha imagem fica fenomenal reflectida no espelho? Hoje sinto-me assim, uma verdadeira formiga. Quando não é o trabalho a lembrar, é o "resto"... pois... e quando não é o resto, é o trabalho. Vamos ver se no final ainda resta algo! Hoje o dia vai ser dedicado a colocar a escrita em dia, vamos ver se resulta...

sábado, 7 de novembro de 2009

A Propósito

A propósito de tudo, ou do nada, do que fiz ou do que quero fazer, e jamais farei. A propósito dos amigos que gostava de rever e o pés teimam em travar, dos sonhos por realizar...a propósito dos meus dias...parece-me errado pensar que a minha vida é um jogo e que, se algo não correr de acordo com as minhas expectativas, posso jogar de novo, sempre de início, com renovadas oportunidades de êxito. Seria uma tontice considerar que tenho direito exclusivo a um caminho de glória, sem precalços nem desilusões, sem coragem nem heroísmo. Tenho a certeza que isso não acontece a ninguém, não neste mundo. Aqui onde vivo é preciso saber escolher e, depois, seguir em frente, preferencialmente até ao fim. Faço-o muitas vezes com o corpo pesado de tanto esforço, de mágoa, de frustração, de insucesso...
Tenho a certeza que amanhã se o sol raiar, voltarei de novo a respirar, a sorrir, a distribuir abraços, mas sempre a transportar este corpo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Confusos? Eu não!


Vivemos aqui num rectângulo bastante peculiar.
Não é que passaram a semana toda a zurzir do Sr Engenheiro, porque pelos vistos não era capaz de formar governo?
Como sabem, viver sob alçada de um governo em gestão, num país com estas dimensões, é um crime que lesa a pátria. Eram comentadores e comentadeiras a palrear, (que outra expressão não conheço), políticos de todos os quadrantes todos eles de elevada craveira, mas todos eles derrotados pelo povo, e finalmente essa estimada classe dos jornalistas, que agora parece que já podem também pertencer ao lote de comentadores, claro desde que garantam sempre a sua (im)parcialidade. Todos eles, num só coro, a imploravam ao sr. primeiro ministro, se fazia lá o favor de constituir o governo. Esqueceram- se no entanto, de um pequeno pormenor. Não tem importância relevante eu sei, mas convêm lembrar mesmo assim, que existem prazos legais para o efeito, e nenhum foi ultrapassado. E mais, como sabem este vai ser mais um governo minoritário, como tal, os prazos ainda são mais alargados, uma vez que o sr engenheiro, o tal que papa professores e trabalhadores ao pequeno almoço, deu-se ao trabalho de ouvir todos os partidos da oposição. Cheguei mesmo a ver num dos canais televisivos, do grupo daquele sr...o tal fundador do PPD/PSD, que agora é só PSD, o sr...ah...Balsemão, onde se faziam apostas nos nomes mais ministeriaveis, e quais eram os factores que José Sócrates deveria ter em conta para formar governo.
Por fim lá se fez um "governozito", mais um que já tem o seu destino traçado, é da vida. E pronto, lá vieram os mesmo, os tais que referi em cima. Em tudo o que era canal, sempre os mesmos, agora passados exactamente 2 dias, já tinham uma visão renovada do assunto. "Este Governo assim não serve", "o ministro A não pode ficar com a pasta B", "o governo tem 5 mulheres", "8 são novos e 8 são repetentes..."enfim tudo serve para "bater" no governo. Mas eu pergunto:
Estava tudo bem como estava? Se estava, porque é que estavam com tanta pressa? Queriam o PSD no governo? Então porque é que não disseram à Ferreira, para aceitar a coligação? Não digam que ainda agora acabaram as eleições, e já querem mais? Não acham que o país precisa de contribuntos mais construtivos? Já se preocuparam em apontar caminhos, para os desafios importantes que nós, simples contribuintes enfrentámos diáriamente? Não acham que isto de mudar de discurso de dois em dois dias, é assim um bocadinho absurdo?
Cheira-me que anda ai alguém que não quer que se olhe, para o principal partido da oposição, e arranja uns brinquedos para a gente se entreter.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Aventura

A minha aventura não tem fim. Este mundo continua a girar, numa eterna obsessão de nos limitar no tempo, e teima em colocar os seus trilhos bem em cima dos meus, numa inssistente tentativa de me fazer mudar de rumo... ou talvez não...quem sabe?
Não sou rebelde, não sou irreverente, ou muito menos um desalinhado. O receio de sair dos trilhos bem desenhados, onde nunca perdemos de vista a meta, por muito longo que seja o percurso, é grande. Isto faz de mim um cobarde? As hipóteses de a resposta ser afirmativa são elevadas, eu sei, mas no entanto não a vejo assim tão clara.
Provavelmente serei mais um eterno comodista, prefiro os trilhos curtos, mas infinitamente menos compensadores. As rotinas atraem-me e tenho uma manifesta aptência para a distração compulsiva. É com frequência, que presto pouca atenção aos companheiros de viagem, aos sinais que vou encontrando, ás paisagens com que sou brindado, ou mesmo aos absolutamente desconhecidos. Caminho de olhos postos nos pés, gosto de saber o terreno que piso, como tal não dispenso grande atenção ao resto que me rodeia. Serei egoísta? Provavelmente, embora não goste particularmente do meu umbigo...mas também não admiro nenhum outro em particular, simplesmente olho pouco, não gosto de desviar as minhas atenções, posso dar um passo em falso. O que é certo, é que esta aventura de me encontrar não tem fim. Já parti á muito tempo, a meta continua á vista, e eu...bem...acho que continuo sempre com os olhos virados para os pés...


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Homenagem aos Oeirenses

Tentei elaborar um texto, por medíocre que fosse, para laurear a votação ocorrida domingo em Oeiras. Não consegui, falhei redondamente. Fica no entanto aqui o "hit "do momento em Oeiras, afinal eles são filhos deste acto eleitoral não são?

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A verdadeira pobreza...


Na maioria das vezes resulta da confusão, entre a definição de ambição e ganância.
Se as duas não se atropelassem, nem criassem confusão, deixariam de existir carências e pobres de espírito.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fala a Natureza

Sempre que os nossos caminhos nos colocam perante o desconhecido, a atitude mais lógica, depois da reflexão da praxe, é certamente escolher o meio ambiente menos adverso. Aquele que hipotéticamente nos colocará menos problemas de adaptação. Percebo a escolha do novo trilho. O instinto animal que persegue a raça humana fala mais alto. E sem dar conta, cada um de nós tenta á sua maneira sobreviver da melhor forma, no seu habitat de eleição. Não se trata de uma fuga para a frente, ou mesmo de falta de carácter, é simplesmente puro instinto.
No entanto, se nos debruçarmos com toda a seriedade sobre as encruzilhadas da vida, é fácil perceber, que na natureza só sobrevivem os que fácilmente se adaptam ao meio ambiente, aqueles que se dão ao luxo de poder escolher os caminhos mais agrestes, sofrendo as mutações necessárias para sobreviver. São eles que um dia ganharão a esmonia. Então e os outros?
Sem pingo de ironia, acredito que serão raros os que entrarão em extinção, mas certamente que mesmo percorrendo os caminhos mais fáceis, a sua sobrevivência será muito mais dificil.




quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Credo!!! Que horror...





A obra de arte já circula na rede via e-mail.
Mas muito sinceramente temo que o horror, o drama, a vida acente neste fio de navalha, tenha vindo para ficar!
A olhar assim de relance para esta "prima dona", só me passa pela cabeça o facto de ficar pela primeira vez na vida, contra a esquerda.
Ironias!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Trabalho...ou ainda a Escravatura?

Oficialmente a escravatura em Portugal foi abolida em 1869. Existe o mito, que o nosso país foi o primeiro no mundo a fazê-lo. Mas não passa disso mesmo, pois a Inglaterra já o havia feito em 1834, a França seguiu os mesmos passos em 1848, e logo depois os Estados Unidos em 1865. Mas isto não interessa para o essencial, é apenas uma curiosidade. Pois ás vezes dá muito jeito falar dos grandes feitos da nação, e não são poucas as vezes que este "mito" é usado. Importa sim, quase 3 séculos depois (sim estamos no séc XXI), fazer um pequeno balanço.
Olhando assim rapidamente para estes últimos 300 anos de história, salta á vista, as grandes conquistas feitas neste domínio. Uns lembrarão com toda a propriedade, que nada foi dado de graça, outros que imperou o bom senso, e por último os do grupo onde me incluo, os que acham que tudo não passa de pequenos amendoins distribuídos pela populaça, com a finalidade de atingir outros fins!
Não, não sou comunista, bloquista, e nem outro "...ista", qualquer que me queiram chamar. Mas se mesmo assim acharem por bem classificar as minhas ideias com um pequeno "ista", isso só me fará dormir melhor ao fim do dia.
Esta crise que vivemos em pleno séc XXI, vem ainda reforçar mais a ideia que tinha sobre o trabalho. Centrando a análise, neste pequeno canto em que vivemos, (pois acho que seria desnecessário chamar para aqui casos mais flagrantes de novas formas de escravatura, como são a China, Paquistão, India, ou qualquer outro país do velho continente Africano) as poucas pessoas que ainda gozam do direito de não serem "Subsidio-dependentes", ficam expostas aos mais diversos tipos de chantagens. Quem já não foi "obrigado" em nome da crise a trabalhar horas infinitas sem o devido reembolso? Quantos de nós já não fomos obrigados a desempenhar outras funções para as quais não temos competência, ao abrigo do "para quem não que há muito"? Quantas mulheres escolheram a não maternidade, porque nesta altura não dá muito jeito? Quantos pais deixam horas infinitas os filhos entregues em mãos de desconhecidos, em nome do têm de ser? E em que nome fazemos nós tudo isto? Uns dizem que é em nome do progresso, da qualidade de vida, de encontrar uma saída para esta enfadonha crise. Pois bem e eu pergunto.
Bem estar de quem? Qual progresso? E onde esta a crise?
Acredito piamente que só somos escravos hoje, porque acima de todas as coisas está o misero salário com que somos ressarcidos no final de cada 30 dias de puro sacrifício. Sacrificamos a nossa família, os nossos amigos, a nossa vida, enfim a nossa qualidade de vida, em nome de qualquer coisa, que alguns "chicos espertos" nos dizem ser imperativo.

Pois bem a tudo isto eu digo, retiraram as correntes aos meus antepassados é verdade, mas trocaram os famosos metais que nos prendiam por outro bem precioso, e assim muito inteligentemente nos mantêm ESCRAVOS.

Resta então o olhar esperançado de uma criança incógnita, a vaguear algures pelo mundo, que um dia este planeta onde ela vive, lhe devolva a dignidade merecida.

Desculpem mas tinha de o dizer.