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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boas festas


Costumam dizer em tom de brincadeira "...o Natal é sempre que o homem quer..."
No entanto os dias que vivemos nunca foram prova tão evidente do erro que a mesma representa. Mesmo para os que utilizam a frase de uma forma mais pervertida. Agora para a maioria dos portugueses, só existirá Natal se deixarem, ou, se um sem número de factores se conjugarem de forma a que ele exista tal como o conhecemos. Tenho a certeza portanto que esta será uma quadra mais triste, mais sombria, com menos luxos. Sim será... concerteza... mas lá no fundo para todos nós...será Natal. E só o será porque o calendário não engana! A data está lá "25 de Dezembro", e como tal, com mais ou menos vontade lá estaremos a "festejar".
Com tantas dificuldades no horizonte, e com tantas privações pelo caminho não ficaria admirado, que "alguns" descubram pela primeira vez a magia do Natal. E se há algo de positivo a retirar é sem dúvida este facto, pois não vislumbro mais nenhum, mesmo aplicando toda a minha forma romântica de olhar o mundo.
Para mim será Natal, como todos os anos... Com mais ou menos rabanadas... Será NATAL.
Tenham portanto todos um Natal, bom ou mau, mas tenham um...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Olá Ritinha


Nem todas as noticias são más, e ainda bem... Apesar de o sol ter voltado a brilhar, andava por ai uma nuvem que teimava em ir embora. Mas foi, e com a partida desta, regressaram as boas novas. Pois é, esta "família" está a ficar cada vez maior...hoje eram 3 da manhã e dissemos todos olá à Ritinha.
Vem ao mundo para ser feliz claro, como todos, e será com toda a certeza.
Parabéns à Sameiro, ao Luís, e ao Diogo. Nós, estamos mortinhos pela visita das duas.

sábado, 7 de novembro de 2009

O Rato não

Ouvi dizer que querem alterar a imagem do Mickey. Depois de chegar aos 80 anos, e de fazer as delicias da criançada, onde eu estou incluído, os responsáveis da Walt Disney acham por bem oferecer uma operação plástica. Modernices digo eu... Nesta intervenção, esperam dar um ar mais jovem, mais radical, ou seja prepará-lo para enfrentar com dignidade os próximos 80 anos. Depois de o ter visto majestoso, a encabeçar o desfile na Euro Disney, não concordo nada com esta ideia, e até acho que vão matar mais um pedacinho da criança que existe em cada um de nós. Sinceramente espero que não, aguardemos...

domingo, 25 de outubro de 2009

Obrigado Bia...

Por norma, dedicamos os domingos à família. E eu como bom português não gosto de fugir á regra. Hoje a única diferença para os outros domingos, é que a viagem foi efectuada uma hora mais tarde. Todos os outros "rituais domingueiros" foram religiosamente cumpridos.
Ao chegar a casa dos meus pais, à minha espera estava a minha sobrinha Beatriz, já não a via à cerca de 15 dias, o que para os dois, é um verdadeiro pecado capital. Mais do que a relação tio- sobrinha, somos desde muito cedo verdadeiros cúmplices.
Depois do abraço forte, que serviu de conforto para aliviar as saudades, ela lá estendeu o braço, com uma folha na mão e disse:
"Tio, toma. Fiz este desenho para ti."
Acreditem, é absolutamente normal este tipo de surpresas. Mas hoje o desenho, não era um desenho como os outros. Normalmente reconheço com facilidade o que ela quer transmitir com aqueles traços um pouco naif, mas hoje só havia traços sem sentido. Surpreendido, confesso que fiquei algo atrapalhado, sem saber o que responder, e ela estava ali, a olhar fixamente os meus olhos à espera do elogio da praxe.
"Obrigado Bia, que fixe,o que é isto" - apressei-me a dizer-lhe, com receio de a desiludir. Do alto dos seus sete anos de idade, respondeu com absoluta normalidade:
" É abstracto Tio! Podes imaginar o que quiseres, mas o que eu fiz foi peixinhos na água."
Explodi de alegria e não contive outro abraço. É absolutamente espantoso, a simplicidade com que esta criança nos vai informando do seu crescimento interior. Hoje fiquei com a certeza do final da sua inocência. Esta frase ecou dentro de mim até agora e jamais a esquecerei. Provavelmente as nossas longas bricadeiras, "dos cabeleireiros",onde fico com penteados absolutamente surreais, "das casinhas", em que passo por filho dela na maior parte do tempo, chegarão ao fim, para dar lugar a outras, porventura não tão divertidas, mas igualmente fascinantes.
Não é menos fascinante, a forma como a Bia crescendo, nos obriga a crescer junto com ela.
Obrigado Beatriz

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tatuagens

Mesmo sem querer, mesmo sem figurar lá o nosso remetente com o código postal correctamente preenchido, há sem dúvida, muitos acasos da vida que nos podem ensinar muito. As tatuagens são por exemplo olhadas por muitos de forma preconceituosa, e em alguns casos até se percebe porquê. Ninguém pensa em fazer uma tatuagem que não seja para a vida. Sei que agora as cirurgias plásticas também as removem, no entanto, quem as vai fazer, sabe que as faz para a vida. É uma espécie de casamento com um símbolo, pois sabemos que este nos irá acompanhar em todos os momentos, e não interessa se é agradável á vista dos outros, o que interessa é que seja agradável á nossa.
Sou um admirador confesso de tatuagens, acho que existem por ai verdadeiras obras de arte a circular, umas mais ocultas do que outras, dependendo da altura do ano em que nos encontramos, ou mesmo do local onde são colocadas.
Ora, numa visão mais romântica do assunto, não é que anda por ai alguém a cantarolar que o nosso coração também pode ser tatuado? E não é que é verdade?
Ao longo da nossa vida, vamos literalmente tatuando o nosso coração. E mesmo que as pequenas agulhas nos possam provocar algum tipo de sofrimento, os símbolos que por lá vão sendo desenhados resultam sempre em autênticas reliquias, que vale a pena revesitar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Gestos eternos

A importância que atribuímos a um simples gesto, depende na sua maioria de quem os pratica, e não do gesto em si. O aparente erro de sintaxe é muito mais profundo, vai muito mais além do valor aplicado ao gesto. Por exemplo atribuímos mais valor ás flores oferecidas por quem nos quer bem, do que ás oferecidas por um simples desconhecido. O gesto é o mesmo, a variante está na personagem.
Porém, embora os valorize sempre, ainda sou dos que atribuo mais valor aos gestos praticados por quem está longe. Estes poderiam muito bem escudar-se nas mais variadas desculpas para não fazer, para não dar, para não ultrapassar, ou simplesmente não dar a mão. Há quem com um simples estender de mão, ou com a simples frase "esquece lá isso", gere a energia suficiente para alimentar uma vida.